domingo, 16 de agosto de 2009

Seminário "Carta do achamento"

Apresentação:

Tema:
Carta do Achamento do Brasil: relata ao rei de Portugal o descobrimento, descreve também as emoções do primeiro contato com os índios – Autor: Pero Vaz de Caminha

Contextualização:
A descoberta do Brasil ocorreu na época das navegações quando Portugal e Espanha exploravam o Oceano em busca de novas terras. Essas terras foram divididas entre os dois países por meio do Tratado de Tordesilhas, para evitar futuras guerras pela posse das novas terras. Em 1500, parte de Portugal uma nova poderosa esquadra chefiada por Pedro Álvares Cabral, esta frota tinha, segundo historiadores, não só a missão de estabelecer um contato diplomático com a Índia, mas também uma outra missão mais secreta; desviar-se um pouco da sua rota e explorar as terras desconhecidas no lado português da linha divisória do tratado.
Comentários sobre o autor: Supõe-se que Pero Vaz de Caminha nasceu em Porto, em data desconhecida, era de uma família de burocracia letrada. Desempenhou cargos que o tornaram um homem muito culto e respeitado,afeito á contabilidade e a números, sua formação era também humanista.Em um dos trabalhos de confiança a qual foi designado foi a de escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, onde percebe-se sua grande habilidade em observar o ser humano e o ambiente ,se preocupando a todo momento em dar a conhecer ao Rei D.Manuel, com todo rigor os detalhes de um contato com a cultura daqueles povos, não esquecendo as riquezas que queriam buscar naquela terra.Alguns historiadores dizem que seu propósito maior ao escrever a carta era a de pedir ao rei que perdoa-se seu genro Jorge Osório por crimes cometidos.


Argumentos:
A carta do Achamento, escrita por Pero Vaz de Caminha, revela minunciosamente os fatos ocorridos durante a viagem da frota de Cabral á Índia e a então descoberta no dia 23 de abril de 1500, de terras habitadas por índios, existindo um contato com uma sociedade totalmente desconhecida. A primeira descoberta ocorreu com a vista de um monte muito alto e redondo com grandes arvoredos.O primeiro contato foi amistoso, pois como conta o escrivão,eles obedeceram, por meio de sinais, o pedido de pousarem os arcos.
Esta terra vasta de riquezas começou a ser conhecida mais de perto principalmente com a ajuda dos índios, que antes apenas viviam da caça, da pesca e da agricultura.Os índios tiveram certa estranheza, admiração e respeito, mas também houve muita troca de informações, pois os portugueses, interessados somente nas terras, buscavam apoderar-se daquilo que os índios não davam importância, começaram então a usar a violência contra eles e por diversas vezes alastravam as tribos por meio da contaminação por doenças ou mesmo assassinatos.A cultura indígena era considerada pelo europeu como sendo inferior e grosseira, dentro dessa visão queriam converte-los ao cristianismo e fazer ele seguirem a cultura européia.Tanto que a primeira missa realizada em território brasileiro ocorreu no primeiro dia de maio, com a participação dos índios, reforçando a crença de que estavam aptos a catequização.Apesar de terem uma relação pacífica de troca de objetos, existia uma certa desconfiança, mas os brancos buscavam amansá-los.

CONSIDERAÇÃOS FINAIS
A Carta do Achamento resume, em seu corpo, uma notícia em si relevante, essencial à compreensão do feito dos mareantes portugueses, em seus múltiplos aspectos. mais do que uma certidão da descoberta do Brasil é um documento rico de informações, elaborado para atender ao ofício de Escrivão da frota, ou da armada, de Pedro Álvares Cabral, enviada a Dom Manoel, na seqüência da célebre viagem às Índias. A carta apresenta também um duplo valor histórico. De um lado, tem a importância de ser o registro documental do descobrimento ou da entrada do Brasil na história universal, constituindo uma espécie de certidão de nascimento do nosso país. De outro, tem o mérito de revelar que a história se faz também a partir de fatos corriqueiros (como o "baile" organizado por Diogo Dias e seu gaiteiro), protagonizados por pessoas comuns e sem intenções de grandiosidade e heroísmo.

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